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traumatismo-abdominalNa cavidade abdominal os órgãos sólidos são lesados mais gravemente em casos de contusão e os órgãos ocos são lesados mais comumente por traumatismo penetrante. A compressão e a desaceleração de um traumatismo contuso levam a fraturas de cápsulas e parênquimas dos órgãos sólidos, ao passo que os órgãos ocos podem colabar e absorver a força. O intestino é comumente sujeito ao traumatismo penetrante por ocupar grande extensão da cavidade abdominal. Os órgãos sólidos respondem ao trauma com sangramento, enquanto os órgãos ocos se rompem e liberam seu conteúdo na cavidade peritoneal, produzindo inflamação e infecção. Sinais e sintomas do abdome agudo como distensão, rigidez difusa e hipersensibilidade ao rebote.

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Lesões do Estômago e Intestino Delgado

As contusões do intestino ou do estomago podem apresentar-se com sangue no aspirado nasogástrico ou hematêmese. A descompressão pós-operatório, por uma sonda nasogástrica ou gástrica é mantida até que a função intestinal volte. O suco gástrico leva a peritonite. A complicações de uma lesão pós traumática do estômago ou intestino delgado podem ser, hipovolêmica devido ao “3° espaço”, sangramento e fístula ou obstrução.

Lesões do Duodeno e Pâncreas

As lesões do duodeno e pâncreas são menos comum devido estes órgãos se localizarem profundamente no abdome. Sinais e sintomas de lesões do duodeno e pâncreas pode ser abdome agudo, níveis séricos elevados, aumento da amilase, dor epigástrica irradiando para as costas, náuseas e vômitos. O tratamento para as lesões do duodeno e pâncreas é a intervenção cirúrgica e colocação de drenos, os cuidados de enfermagem devem ser constante monitorização do dreno quanto a sua permeabilidade e função, observar o surgimento de fístulas. A avaliação do equilíbrio hidroeletrolitico é importante porque uma fístula pancreática leva a perda de líquido juntamente com potássio e bicarbonato. O estímulo pancreático pode ser diminuído pela administração de hiperalimentação parenteral ou alimentação jejunal em vez de uma dieta oral. As complicações das lesões do duodeno e pâncreas incluem sangramento de uma fístula que erosa os vasos, peritonite, sepse intra-abdominal ou sistêmica, pancreatite e obstrução intestinal mecânica.

A lesão apenas do duodeno pode ser reparada por uma anastomose primaria ou Billroth II. Pode-se colocar apenas uma sonda de duodenostomia para descompressão e uma jejunostomia para alimentação. A contusão do duodeno também pode produzir hematoma intramural, que pode levar à sua obstrução.

Lesões do Cólon

As lesões do cólon são devidas a traumatismo penetrante. Sua lesão poderá ser tratada com correção primaria ou correção exteriorizada ou um colostomia. Pode-se colocar uma sonda de cecostomia para descompressão. O cólon tem um numero elevado de bactérias, o derrame do seu conteúdo predisporá à sepse intra-abdominal e à formação de abscessos.

Nos cuidados de enfermagem são necessárias as mudanças de curativo para a incisão aberta e utilizam-se geralmente antibióticos profiláticos. No caso de um reparo no cólon exteriorizado, realiza-se uma anastomose término-terminal, e o local do reparo é exteriorizado para facilitar a identificação de um vazamento. O cólon exteriorizado deve ser mantido úmido e coberto com curativo não aderente. A complicação da lesão do cólon e a sepse.

Lesões do Fígado

Depois do baço as lesões no fígado são as mais freqüentes, podendo ser lesões por traumatismo penetrante ou contusões. O traumatismo hepático pode produzir grande perda sanguínea para dentro do peritônio, podendo interromper espontaneamente. As pequenas lacerações são corrigidas enquanto que as maiores podem exigir uma ressecção seguimentar ou um desbridamento. No caso hemorrágico incontrolado o fígado será tamponado temporariamente. As lesões hepáticas grandes também precisam de uma drenagem pós-operatório da bile e do sangue através de dreno. No pós-operatório há risco de hipovolêmica e coagulopatias neste último caso o sangue se origina de vários pontos. A enfermagem deve ficar atenta na monitorização dos drenos quanto a sua permeabilidade e função.

As complicações de lesões no fígado são lesões hepáticas que incluem abscesso hepático ou peri – hepático, obstrução ou vazamento biliar, sepse, síndrome dificuldade respiratória no adulto e coagulação intracelular disseminada.

Lesão do Baço

O baço e o órgão abdominal mais comumente lesado, normalmente por contusão. A presença da fratura de costela inferior esquerda deve aumentar a suspeita de uma lesão esplênica. Os sinais e sintomas de uma lesão no baço incluem dor em quadrante superior esquerdo irradiando para ombro esquerdo, choque hipovolêmico e dados inespecíficos de uma leucometria aumentada. As lesões do baço mínimas em adultos ou na maioria das crianças são tratadas não – cirurgicamente, mas com descompressão nasogástrica. Como o baço e o estômago se encontram no quadrante superior esquerdo, a descompressão no estômago reduz a pressão no baço lesado.

O tratamento cirúrgico para lesão no baço consiste em esplenorrafia ou esplenectomia. As complicações causadas pela lesão no baço podem ser precoces incluindo o sangramento recorrente, o abscesso subfrênico e a pancreatite devido ao traumatismo cirúrgico. As complicações tardias da lesão no baço consistem em trombocitose e sepse pós-esplenectomia maciça. Como o baço representa um papel importante na resposta orgânica à infecção, uma esplenectomia predispõe a um risco aumentado de infecção, esse risco é mais elevado em crianças principalmente menores de 2 anos,a Pneumonia por Pneumococcus, insuficiência supra-renal e a coagulação intracelular disseminada compõe as complicações tardia.

Lesões dos Rins

As lesões vasculares podem ser penetrantes levando tanto a hemorragia livre quanto ao hematoma fechado ou ao aparecimento de um trombo intraluminal. Quando há fratura de costela inferior é necessário verificar a possibilidade de lesões vasculares. Sinais e sintomas para lesões vasculares podem incluir hematúria, dor e massa no flanco. As lesões vasculares menores são corrigidas e as maiores podem exigir uma nefrectomia. A avaliação da função renal (debito urinário), a prescrição de dopamina em doses baixa para manter o equilíbrio hídrico e a perfusão renal são cuidados a serem tomados. As complicações das lesões vasculares consistem em trombose arterial ou venosa e insuficiência renal aguda.

A lesão parenquimatosa faz parte das lesões dos rins, essa tem o seu tratamento como à lesão vascular. Sua complicação pode ser sangramento, sepse (especialmente no extravasamento de urina infectada) aparecimento de uma fístula urinária e início tardio de hipertensão.

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