Na maioria das vezes, a Síndrome Hellp manifesta-se em gestantes com pré-eclampsia. A síndrome é uma variante de pré-eclampsia grave, caracterizada por anemia microangiopática, disfunção hepática e trombocitopenia (é a diminuição do número de plaquetas no sangue). Essa síndrome pode manifestar em qualquer momento da gravidez e no puerpério, mas, a semelhança da pré-eclampsia, é rara antes de 20 semanas de gestação. Um terço dos casos acontecem no parto, ou dois dias (em média) após o parto.
A denominação HELLP relaciona-se com suas alterações laboratoriais: H – Hemólise (Hemolytic anemia), EL – Enzimas hepáticas elevadas (Elevated Liver enzymes e LP – Baixa contagem de plaquetas (Low Platelet count). A síndrome hellp responsabiliza-se por taxas elevadas de mortalidade materna e perinatal. Estima-se que a mortalidade materna chegue a 24 % e a perinatal entre 30 e 40 %.
A Síndrome Hellp como a pré-eclampsia e eclampsia ainda não estão bem elucidadas, tem sua causa envolvida na lesão endotelial com a ativação das plaquetas libera substancias vasoconstritoras, incluindo a serotonina e o tromboxane A2. A agregação plaquetraia causa mais lesões endoteliais, dificultando a produção de prostaciclina. Há obstrução obstrução dos sinusoides hepáticos produzindo lesão hepatocelular, podendo causar hemorragia subcapsular e dor.
MANIFESTAÇÕES CLINICA DA SINDROME HELLP
As queixas são variadas como:
Mal-estar, fadiga, náuseas, vômitos, prurido, icterícia e dor epigástrica.
DIAGNÓSTICO DA SINDROME HELLP
O diagnóstico da Síndrome Hellp baseia-se nas alterações laboratoriais, com evidência de hemólise (quebra anormal de hemácias nos vasos sanguíneos), baixo número de plaquetas (responsável pela coagulação sanguínea), e elevação das enzimas hepáticas. Deve-se descartar hepatite, colecistite, urolitiase entre outros.
TRATAMENTO DA SINDROME HELLP
O tratamento da Síndrome Hellp é a correção dos distúrbios maternos permitindo que a gestação seja interrompida de forma mais segura possível, independente da idade gestacional. Os níveis plaquetários devem estar acima de 20.000/mm3 para partos vaginais e acima de 50.000/mm3 nas cesarianas. Suas complicações maternas e fetais graves podem ser o edema agudo de pulmão, falência cardíaca, insuficiência renal aguda, coagulação intravascular disseminada, hemorragias importantes, ruptura do fígado, asfixia neonatal e morte materna e fetal.
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MUITO BOM!! OBRIGADA, ME AJUDOU MUITO. ABRÇSS!