A insuficiência renal crônica é definida como uma doença de caráter progressivo, incapacitante e que vem apresentando alta incidência e prevalência na população mundial. Caracteriza-se pela destruição progressiva e irreversível de estruturas renais, levando o organismo a perder a sua capacidade de manter seu equilíbrio metabólico e hidroeletrolítico.
A IRC uma patologia grave com número crescente de casos, e tem relação com o aumento do número de casos de obesidade, hipertensão arterial, sobretudo em idosos, bem como o crescente número de diabéticos; o que tem causado uma epidemia silenciosa de insuficiência renal crônica em todo o mundo merecendo especial atenção dos pesquisadores em ciências da saúde em prol de se traçar ações preventivas e curativas mediante tal contexto.
A insuficiência renal crônica pode desencadear determinadas mudanças sistêmicas, tais como alterações cardiovasculares (hipertensão arterial, aterosclerose, pericardites, cardiomiopatias, arritmias cardíacas e hipertensão pulmonar), anemia, problemas hemostáticos e linfocitopenia. Também podem ser observadas alterações ósseas e bioquímicas, além de alterações gastrointestinais e dermatológicas.
A IRC em contra partida pode ser causada por doenças sistêmicas, como diabetes melitus, hipertensão, glomerulonefrite crônica, pielonefrite, obstrução do trato urinário, lesões hereditárias, agentes tóxicos neoplasias de próstata e colo de útero, entre outros, é uma doença que vem crescendo significativamente e tem como co-responsáveis os agentes ambientais e ocupacionais implicados na insuficiência renal crônica como, intoxicação por chumbo, cádmio, mercúrio e cromo.
Na medida em que a função renal diminui, os produtos finais do metabolismo proteico que são excretados pela urina passam a acumular-se no sangue. Por ser lenta e progressiva esta perda resulta em processos adaptativos que, até certo ponto, mantém o paciente sem sintomas da doença. Comumente, estes só surgem quando cerca de 50% da função renal já foi perdida. Neste estágio da doença, os rins apresentam apenas 10% a 12% de sua capacidade funcional, sendo necessários tratamentos como diálise e transplante renal para garantir a sobrevida do paciente.
Sinais e Sintomas da Insuficiência Renal Crônica
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Os sinais e sintomas apresentados pelo portador de insuficiência renal crônica são: vômitos, cefaleia, náuseas, fraqueza, anorexia, oligúria, edema, confusão mental, sede, palidez cutânea, poliúria que progride para anúria. Desta forma a pessoa com insuficiência renal crônica vivencia uma brusca mudança no seu viver, nas atividades de vida diária, e além de conviver com muitas limitações, lida também com a possibilidade da morte. O paciente renal crônico convive com a incapacidade de manter a homeostasia interna do organismo, que leva a necessidade de tratamentos invasivos como a hemodiálise, e ainda com a caquexia gerada pela perda progressiva de massa magra, decorrente da degradação proteica e distúrbios no metabolismo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, no mundo, cerca de 1,2 milhões de pessoas encontram-se sob tratamento dialítico. No Brasil, são aproximadamente 54 mil pessoas, destas, 48 mil em hemodiálise e 6 mil em diálise peritoneal com crescente número de pacientes em programa dialítico com uma incidência de mais de cem pacientes novos por milhão de habitantes/ano. Em decorrência disso observam-se comprometimentos importantes, tendo em vista que a doença e o tratamento causam alterações na alimentação, na vida social, na condição física e mental levando à queda na qualidade de vida.
Profissional de Enfermagem e o Procedimento de Hemodiálise

1- Qual o principal parâmetro Laboratorial da indicação para o início de diálise? E qual o valor exigido para pacientes diabéticos e crianças?
R: O principal parâmetro de avaliação laboratorial, de indicação para início de diálise, é a depuração de creatinina endógena, a qual deverá ter um valor igual ou inferior a dez mililitros por minuto. Em casos de pacientes diabéticos e crianças a diálise pode ser iniciada quando apresentarem depuração de creatinina endógena inferior a 15 mililitros/ minuto.
2-Qual a periodicidade exigida para o exame clínico do paciente?
R:Os exames devem ser realizados mensalmente.
3-O que é PCPIEA? E quais as competências do responsável?
R: PCPIEA é um Programa de Controle e Prevenção de Infecção de Eventos Adversos. Tem como competência do responsável: Garantir a implementação da vigilância epidemiológica sistematizada dos episódios de infecção e reação pirogênia, a investigação epidemiológica nos casos de Eventos Adversos Graves, visando à intervenção com medidas de controle e prevenção e avaliar as rotinas escritas relacionadas ao controle das doenças infecciosas.
4-Quantas vezes os deslizadores podem ser reutilizados?
R:Os dialisadores e as linhas arteriais devem ser utilizadas, para o mesmo paciente, até 12 vezes, quando utilizado o reprocessamento manual, ou até 20 vezes, quando utilizado reprocessamento automático em máquinas registradas na ANVISA.
5- Quais os critérios de rejeição dos capilares de acordo com medida do volume interno das fibras?
R: Após a medida do volume interno das fibras, qualquer resultado indicado uma redução superior a 20% do volume inicial torna obrigatório o descarte do dialisador, independentemente do método empregado para o seu reprocessamento.
6-Quais os profissionais que devem integrar em cada turno o programa de hemodiálise?
R:Um médico nefrologista para cada trinta e cinco pacientes, um enfermeiro para cada trinta e cinco pacientes, um técnico ou auxiliar de enfermagem para cada quatro pacientes por turno de hemodiálise.
7-Quais os profissionais devem integrar o programa domiciliar de Diálise Peritoneal Ambulatorial Continua (DPAC) e/ou Diálise Peritoneal Automatizada (DPA)? E para o programa hospitalar de Diálise Peritoneal Intermitente (DPI)?
R: Para o programa DPAC/ Diálise Peritoneal Automatizada: Um médico nefrologista responsável,um enfermeiro para cada 50 pacientes. Já para DPI é necessário um médico nefrologista, um enfermeiro para cada trinta e cinco pacientes.
8-Citar, pelo menos três condições mínimas que as máquinas de hemodiálise devem apresentar?
R: Dispositivo que permita o tamponamento por bicarbonato de sódio. Controlador e monitor de temperatura, controle automático de ultra filtração e monitor de pressão da solução de diálise ou monitor de pressão transmembrana com dispositivo de suspensão automática do funcionamento da bomba de sangue, parada da ultra filtração e com alarmes sonoros e visuais, monitor contínuo da condutividade com dispositivo de suspensão automática da vazão da solução e com alarmes sonoros e visuais.
Qualidade de Vida X Insuficiência Renal Crônica IRC
A qualidade de vida é um conceito muito utilizado a partir da década de 1970 e desde então tem sido estudado de modo sistemático. É um construtor multidimensional que abrange os funcionamentos físicos, psicológicos e sociais, compreendendo as condições de vida que levam em consideração fatores como a saúde, a educação, o bem-estar físico, psicológico, emocional e mental e expectativa de vida dentre outros. A qualidade de vida envolve também elementos como a família, amigos, emprego ou outras circunstâncias da vida que possam interferir no bem estar.
É notório tudo aquilo que interfere na qualidade de vida interfere no estado de saúde do individuo. Na insuficiência renal crônica, a qualidade de vida muitas vezes é mais influenciada pelos níveis de ansiedade e de pressão social, do que pelo próprio tratamento ou comorbidades físicas. Isto parece tornar este paciente bastante vulnerável decorrendo daí à necessidade de se pensar estratégias para a melhoria de sua qualidade de vida, na busca do equilíbrio no convívio com a doença.
Considerando a vulnerabilidade do portador de insuficiência renal crônica e os fatores que interferem em sua qualidade de vida, fica nítida sua relevância por se tratar de um tipo de paciente que necessita de cuidados especiais da equipe, da família e principalmente do auto-cuidado para a busca da melhoria da sua condição de saúde e de vida. Pergunto: será que a equipe de saúde esta preparada para lidar e ajudar o portador de insuficiência renal crônica a conviver com sua atual limitação diante da vida?
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infelizmente a equipe de saude nao esta preparada para lidar com os pacientes renais. essa semana a clinica proibiu qualquer paciente de comer ou chupar bala na maquina. hemodialise da muito fome na gente e eu sempre levava um biscoito para comer agora fico na maquina morrendo de fome, e a dialise dr tornou mais dificil. o q era ruim piorou.