Home » Patologias » Câncer de Mama: Prevenção, Sintomas, Diagnostico e Tratamento

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O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Sendo ele, sobretudo uma afecção das mulheres, mas pode também ocorrer em homens (aproximadamente 1% dos casos). O câncer de mama ocorre, preferencialmente, após os 40 anos de idade, embora nos últimos anos tenha se observado mudança no perfil das mulheres atingidas, com o aumento da incidência em faixas etárias mais jovens, observando casos de câncer de mama na faixa etária de 35 anos.

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No Brasil, o câncer de mama é a primeira causa de morte entre as mulheres, isso porque, infelizmente, os casos que chegam às nossas mãos, já se encontram em estágio avançado. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a possibilidade de cura. A cada ano, cerca de 22% dos casos novos de câncer em mulheres são de mama, ocupando o primeiro lugar em incidência nas regiões Nordeste, Sul e Sudoeste. No Norte e Centro-Oeste, a incidência é maior pelo câncer do colo do útero.

O número de casos novos deste tipo de câncer esperados para o Brasil em 2010 foi de 49.240, com um risco estimado de 49 casos a cada 100 mil mulheres. Na Região Sudeste, esta doença é o mais incidente entre as mulheres, com um risco estimado de 65 casos novos por 100 mil. Esta patologia como nas outras formas de câncer, ocorre um desenvolvimento anormal das células da mama, que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor maligno.

Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico, se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%, sendo que para países desenvolvidos essa sobrevida aumenta para 73%, já nos países em desenvolvimento fica em 57%.

FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DA MAMA

Os fatores de risco relacionados à vida reprodutiva da mulher menarca precoce, nuliparidade, idade da primeira gestação (>30 anos), anticoncepcionais orais, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal, estão relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama. A idade continua sendo um dos mais importantes fatores de risco. As taxas de incidência aumentam rapidamente até os 50 anos, e posteriormente, esse aumento ocorre de forma mais lenta. Fatores genéticos também estão associados ao maior risco de desenvolvimento desta doença.

A amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a um menor risco de desenvolver esse tipo de câncer.

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA

Quando a prevenção do câncer não é possível, a detecção precoce é a melhor estratégia para reduzir a taxa de mortalidade por câncer de mama. A prevenção primária dessa neoplasia ainda não é totalmente possível devido à variação dos fatores de risco e às características genéticas que estão envolvidas na sua etiologia. Sabe-se que ter uma alimentação saudável e equilibrada (com frutas, legumes e verduras), praticar atividades físicas (qualquer atividade que movimente seu corpo) e não fumar, podem ajudar na prevenção de várias doenças, inclusive o câncer.

No Brasil, o rastreamento mamográfico para mulheres de 50 a 69 anos é a estratégia recomendada para controle desta patologia. As recomendações do Ministério da Saúde para detecção precoce e diagnóstico desse câncer são baseadas no Documento de Consenso para Controle do Câncer de Mama, de 2004, que considera como principais estratégias de rastreamento um exame mamográfico, pelo menos a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69 anos, e o exame clínico anual das mamas, para mulheres de 40 a 49 anos.

O exame clínico da mama deve ser realizado em todas as mulheres que procuram o serviço de saúde, independente da faixa etária, como parte do atendimento à saúde da mulher. Para as mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para câncer de mama (com história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau), recomendam-se o exame clínico da mama e a mamografia, anualmente, a partir de 35 anos.

SINAIS E SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA

O sinal mais comum do câncer de mama é o aparecimento de um nódulo ou endurecimento, sobretudo um nódulo que não desaparece e que não muda de aspecto quando apalpado. É bom lembrar que alguns desses nódulos poderão ser benignos e só o médico é que poderá identificá-los corretamente.

Outros sinais que devem ser buscados são: edema (inchação), ruga (retração da pele), "dimple" (covinha, escavação), eritema, ulceração da pele e sangramento pelo mamilo, desvio do mamilo, alteração da aréola.

Embora os cânceres de mama no início não apresentem dor, qualquer dor mamaria, fora do período pré-menstrual, deve ser relatada ao médico.

DIAGNOSTICO DO CÂNCER DE MAMA

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o auto-exame das mamas, o exame clínico e a mamografia. Esta Doença origina-se mais comumente no quadrante superior externo, onde há mais tecido mamário. As massas mamárias são descobertas com maior frequência pela paciente e com menor frequência pelo médico durante o exame de rotina da mama. O uso crescente da mamografia de triagem aumentou a detecção de anormalidades impalpáveis.

A biópsia é a remoção, por cirurgia, de uma amostra de tecido para exame microscópico. É o meio mais seguro de dizer se se trata ou não de tumor maligno. Um procedimento atualmente em uso é a biópsia por aspiração. O método é fácil, é prático, e pode ser feito em consultório, em ambulatório ou em clínica. É um método, também, muito acurado; mas, às vezes, a agulha pode não atingir o local ideal e resultar em falso-negativo (a punção negativa – quando o exame clínico suspeita de malignidade – não nos tranquiliza, devendo ser repetida). Também não é recomendada em mulheres com mamas volumosas, tumores pequenos próximos à parede torácica ou naquelas pacientes com tumores que não foram visualizados ao mamograma. Se a biópsia por aspiração resultar negativa, mas permanecer ainda a suspeita de câncer, o tumor deverá ser extirpado para exame.

TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

O tipo de tratamento para o câncer de mama depende do tipo de câncer detectado na mama da mulher, podendo incluir tratamento cirúrgico, radioterapia, terapia hormonal e quimioterapia. A cirurgia pode ser a retirada apenas do nódulo (lumpectomia) ou à retirada total da mama (mastectomia) e o esvaziamento axilar. Esses tratamentos podem ser realizados conforme a fase de evolução da doença ou podem ser aplicados de forma combinada. O tratamento do câncer de mama assim como de outros cânceres são agressivos e se percorre um longo caminho até se atingir a cura. É importante que se estabeleça uma relação de confiança e cumplicidade entre o medico e o paciente, para que juntos vençam essa batalha.

Cirurgias reconstrutoras se estabeleceram como opção válida de tratamento, seja imediata ou tardia. As técnicas mais utilizadas são as que usam expansores e próteses de silicone ou retalhos mio cutâneos pediculados do músculo reto abdominal ou do grande dorsal.

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