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O instrumento de diagnóstico de enfermagem vem sendo utilizado há décadas, mais de forma desconhecida e amadora. Ao revisarmos a literatura sobre o inicio da enfermagem com Florence Nihtingale na Guerra da Criméia já se observa práticas assistenciais envolvendo o diagnóstico de enfermagem este descrito na segunda etapa da Sistematização da Assistência de Enfermagem. No inicio da evolução das práticas de enfermagem já surgia sinais de aplicação da terminologia Diagnóstico.

Florence-Nihtingale Ao analisar a pioneira da enfermagem, Florence Nihtingale,  em 1850 durante a Guerra da Criméia, notava-se a preocupação de Florence e suas colaboradoras em diagnosticar problemas de saúde nos soldados. Florence em 1893 dizia que: ”Numa tentativa de alcançar a verdade, tenho procurado por informação, porém pouco pude encontrar nos prontuários nos hospitais que fosse útil para analise comparativa ” Na década de 20 Harmer sugere para os enfermeiros o desenvolvimentos de método cientifico,de modo a organizar a ciência enfermagem, identificar problemas específicos, registrar os problemas e designar prescrições para os problemas. Vale ressaltar que tudo isso era realizado de forma empírica ou seja se apoiavam exclusivamente na experiência e na observação, sem fundamentação teórico – científico.

Então eis que surge uma terminologia capaz de nomear práticas antes já executadas, e em 1950 o termo diagnóstico surge na literatura americana, quando McManus,incluía a identificação ou o diagnóstico de problemas de enfermagem tendo estas descritas como função de responsabilidade do enfermeiro. Ainda na década de 50 no ano de 1953 Vera Fray acrescentou enfermagem ao termo diagnóstico, fazendo a primeira referência na literatura sobre Diagnóstico de Enfermagem, assim Vera Fray utiliza este termo para descrever uma etapa necessária ao desenvolver o plano de cuidados individualizados, onde fazia-se necessário a formulação dos diagnóstico de enfermagem. Entre os anos de 1957 e 1966 Faye Glenn Abdellh, elaborou  listas descrevendo  21 problemas de enfermagem com seus sistemas de classificação para a prática da assistência  de enfermagem. Em 1966 surge Virginia Henderson que então listou 14 necessidades humanas básicas com o objetivo de definir os cuidados que o paciente necessitava independente do diagnóstico e tratamento médico. Foi nesta década que o estímulo ao ensino do método de problemas foi dado na Escola de Enfermagem e rigor metodológico necessário na coleta e análise dos dados.

Diagnostico de Enfermagem no Brasil

wanda-aguiar-hortaNo Brasil o Diagnóstico de Enfermagem foi introduzido por Wanda Aguiar Horta, em 1960, que definiu como identificação das necessidades do ser humano que precisa de atendimento e  determinação, pelo enfermeiro, do grau de dependência desse atendimento em natureza e extensão”.

Diante de todos estes fatos e tentativas para reconhecer a assistência de enfermagem, pautada e fundamentada em um conhecimento teórico – cientifico, um grupo de enfermeira assistenciais, educadoras, pesquisadoras e teóricas, reuniram-se  em 1973  para a criação de uma classificação do diagnostico de enfermagem e nele seria desenvolvido uma terminologia para descrever os problemas de saúde diagnosticados e tratados com frequência por profissionais de enfermagem. Realizando então a I Conferência Nacional sobre a Classificação de Diagnóstico de Enfermagem Estas Conferências limitadas a poucos convidados que utilizavam de suas especialidades e experiências. A primeira listagem de diagnóstico foi feitas por ordem alfabética que em seguida serviria de base para a classificação dos diagnósticos em uma taxonomia.

Em 1982 haviam sido desenvolvidos 50 diagnósticos sendo eles aceitos para testes clínicos, então se abre as conferências para a comunidade de enfermagem. Assim criou-se um regime interno surgindo em seguida a NANDA ( Associação Norte Americana Diagnóstico de Enfermagem) com sua taxonomia I, baseada nos Nove Padrões de Resposta da Pessoa Humana, que eram trocar, comunicar, relacionar, valorizar, escolher, mover, perceber, conhecer e sentir. Muitas Conferências aconteceram e só na 7° a taxonomia foi aceita após varias reestruturações.

Somente na década de 80 no Brasil o Diagnóstico de Enfermagem ganha evidência em publicações, dissertações e teses, congressos e eventos, mas na prática profissional começa agora a ser instituído, mas ainda desconhecido para a maioria dos profissionais.

Na 14° Conferência da NANDA, em 2000 foi proposta a taxonomia II, e publicada em 2001 com 155 Diagnósticos, forma utilizada para organizar e apresentar os diagnósticos tendo a flexibilidade de serem de alguma forma modificada.

Com sete eixos, uma estrutura multiaxial, 13 domínios onde se organiza e aprova os diagnósticos, 47 classes e 201 diagnósticos de enfermagem compõe o atual sistema de classificação mais utilizado no mundo a NANDA. As Conferências são realizadas a cada dois anos em plenária geral, onde se discute novos diagnósticos e alterações nos componentes que estruturam a taxonomia.

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1 Comentário

  1. Jurcilene disse:

    Excelente trabalho ,me ajudou bastante .

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