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As organizações têm demonstrado uma preocupação cada vez maior no que se refere à qualidade da prestação de serviços e à segurança do paciente e dos profissionais de saúde nas instalações hospitalares. As empresas se interessam em implantar processos que promova medidas para evite ou diminuir os riscos assistenciais, estes inerentes a condição assistencial, mais que são evitáveis com medidas preventivas e protetivas. Diante disto a instituição levanta fatores potenciais de risco e de eventos que afetam a segurança, e que devem ser prevenidos ou minimizados dentro das instituições de saúde.

pulseiras_hospitalares

O gerenciamento de risco, administração ou gestão de risco tem como finalidade o reconhecimento precoce das situações que podem gerar consequências indesejáveis aos pacientes e funcionários envolvidos no meio assistencial, à organização e ao meio ambiente. O objetivo fundamental é a medida preventiva, forma de detectar algo diferente do habitual, inadequado, incorreto e apresentar medidas imediatas para minimizar ou evitar, danos ou prejuízos muitos deles irreversíveis.

Como funciona a implantação do processo de Gerenciamento de Risco Assistencial dentro de uma unidade. É necessário que sua unidade/instituição levante os principais fatores de riscos assistências naquele setor, depois de identificados os fatores de risco, que são as situações, condições, procedimentos, condutas, atitudes e determinações que têm a probabilidade potencial negativa de acontecer, classifica-se através de cores cada risco passível de gerenciamento, utilizando a identificação por cores, para ser facilitada a visualização e identificação pelos profissionais envolvidos na assistência daquele paciente classificado.

Utilizaremos 5 Risco Assistencial para exemplificar como seria o gerenciamento de risco em uma unidade:

1- Risco de Agressão /Azul
2- Risco de Alergia/Verde
3- Risco de Estupro/Amarelo
4- Risco de Queda/Vermelho
5- Risco de Suicídio/Preto

1- Risco de Agressão /Azul

Esse risco envolve paciente, familiares, visitantes e colaboradores, podendo ocorrer dentro das dependências hospitalares. Poderá ser agressão física e verbal. Apesar de esse risco ser um risco habitualmente com maior ocorrência, poderíamos descarta-lós, pois passaríamos a classificar todos os paciente, familiares, visitantes e colaboradores, haja vista que o estado de estresse em que se encontram essas pessoas em um ambiente hospitalar é tão alto que ficou comum os pacientes, familiares e visitantes agredirem principalmente verbalmente a equipe de profissionais e eles por sua vez revidam as agressões, o que não é correto. Diante disso não podemos banalizar ou ignorar estas atitudes e considerar que nada justifica a agressividade deliberada neste ambiente e sim promover meios para combate-lós e coibi-lós.
Como identificar este risco: no momento da admissão deverá ser perguntado ao paciente se há restrição de visitantes, sendo a resposta sim identificar o nome da visita restrita, em seguida devi-se, informar o nome no controle de visitas no sistema, assim toda vez que um visitante solicitar o paciente terá seu nome confrontado com a visita restrita. Ou ainda o sistema pode identificar junto ao registro do paciente a COR AZUL que significará risco de agressão.

Agora se mesmo assim o sistema de controle não funcionar o setor onde se encontra internado o paciente, também deve saber o nome e o perfil da visita restrita (possível agressor), assim identifica-se no prontuário do paciente com COR AZUL. Os colaboradores do setor devem se atentar, pois ao ver uma movimentação estranha ou a visita indesejada acionará o funcionário responsável pela segurança do setor.

2- Risco de Alergia/Verde

Esse risco envolve o paciente, podendo ocorrer em qualquer setor do hospital. Cabe ao médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, profissional multidisciplinar. No momento da admissão investigar alergias (látex, medicações, esparadrapo, iodo entre outros). Em uma pulseira de COR VERDE identifique a substância alergênica. Coloque avisos no prontuário de forma visível.

3- Risco de Estupro/Amarelo

O paciente é o envolvido neste risco, que abrange: constranger a mulher á conjunção carnal (penetração vaginal), mediante violência, ou grave ameaça. Este risco se aplica mais em unidades onde o paciente se encontra vulnerável (estado de sedação ou estado de coma), como em Unidades de Internação, Bloco Cirúrgico, UTIs.

Neste risco é interessante definir o perfil deste paciente: quem é o acompanhante (pai, padrasto, tio) definir ligação do paciente com o acompanhante ou visitante, atentar-se para a conduta do profissional assistencial, solicitar acompanhamento nos procedimentos evitar permanecer sozinho no quarto durante procedimentos, dando preferência para acompanhar-se de colega da equipe ou quando isso não for possível solicitar presença de familiar.
Identificar o prontuário com a COR AMARELA.

4- Risco de Queda/Vermelho

Esse risco envolve o paciente, no ambiente hospitalar/transferências. Deve-se definir o perfil do paciente com risco de queda: aqueles: maiores de 65 anos, portador de doenças/déficit neurológicos, deficiência motora, historia anterior de queda, dependentes de auxilio muleta, bengala, sedados, agitados, deficiência visual, recuso de fralda noturna elevando risco de queda ao se levantar no período noturno ao se dirigir ao banheiro, essa definição deve respeitar o perfil da clientela.

Identifica-se o prontuário do paciente com a COR VERMELHA, providenciar ações preventivas: permanência continua de acompanhante, grades elevadas no leito, uso de cadeira de rodas para as transferências, uso de fralda noturna, instruir acompanhante quanto à necessidade de auxiliar o paciente em processos de transferências, evitarem calçados escorregadios e retira obstáculos do quarto.

5- Risco de Suicídio/Preto

Esse risco envolve o paciente dentro das instalações hospitalar: neste risco é necessário se atentar para objetos (secador de cabelo, perfuro cortante, cordas, fio de telefone ou aparelhos eletrônicos), medicamentos,que se encontram no quarto ou de fácil acesso para o paciente.

Faz-se necessário a definição dos fatores de risco para o suicídio:
Passado de tentativa de suicídio.
Distúrbio psiquiátrico. Esquizofrenia/Psicose.
Abuso de substâncias entorpecente/processo de abstinência.
Sexo e idade
Perda de emprego, queda na classe social.
Historia familiar de suicídio

E necessário traçar o perfil para o risco no momento da admissão do paciente pelo profissional, se seu paciente se identificar com algum dos fatores de risco acima citados será necessário propor medidas de segurança como: identificar prontuário com a COR PRETA, acompanhante permanente no quarto, retirar trancas do banheiro e quarto, grades nas janelas ou janelas travadas ou com limites de abertura, solicitar avaliação e acompanhamento psiquiátrico/psicológico, informar os familiares dos ricos para assim os mesmos redobrarem a atenção diante do paciente, recolher do quarto as medicações de uso habitual do paciente. Como o enfermeiro pode participar do gerenciamento de risco nas unidades de saúde?

O Gerenciamento de Risco Assistencial em Saúde tem o enfermeiro como líder, avaliador, criador e examinador de todo o processo de gerenciamento, o enfermeiro com sua competência capaz de atuar na identificação dos fatores potenciais de risco e eventos adversos em seu trabalho. O gerenciamento de risco sempre foi realizado pela enfermagem mais de maneira informal, pois durante uma admissão já buscamos do pacientes informações que após analisadas identificará potencial risco assistencial, assim intervimos de forma rápida ou cercamos sua assistência de todos os cuidados para que aquele possível fator de risco não gere uma assistência com damos reversíveis ou irreversíveis ao paciente. Exemplo deste fato é quanto admitimos um paciente em um centro cirúrgico faz-se as seguintes perguntas sempre: O senhor está em jejum? Não ingeriu água? Usa prótese dentária ou ponte? Conferi-se retirada. Têm alergia? Qual? Esse procedimento é rotina há mais de 30 anos. O gerenciamento é uma forma de protocolar e formalizar fatores de riscos assistenciais. Assim fica definido o monitoramento dos riscos nas unidades de saúde. Esse processo evidencia a participação do enfermeiro, pois além de identificar e notificar o risco, ele toma medidas preventivas ou ações imediatas para corrige o risco e minimizar ou eliminar, e ainda acompanha o desenvolvimento das ações implementadas para melhoria contínua. O enfermeiro deve treinar e acompanhar sua equipe de maneira á capacitá-lá a identificar potenciais fatores de riscos e tomar medidas de proteção ou atuar imediatamente diante da ocorrência de um fato ariscado evitando dano ao processo assistencial.

Pulseira de identificação do Risco Potencial do Paciente   

 Pulseiras

Imagem: hospitalviladaserra.com.br

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2 Comentários

  1. Muito bom o artigo publicado, foi colocado de uma forma clara e objetiva.
    Parabéns

  2. Dayse disse:

    Gostei do texto – bem esclarecedor. Vocês podem me enviar algumas fotos como as fotos acima do paciente sendo cuidado por seu acompanhante assim como as pulseiras já no braço do paciente?
    Grata,
    Dayse

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