A Classificação de Risco no Serviço de Urgência e Emergência tem como objetivo único priorizar os doentes conforme a gravidade clínica com que se apresenta no Serviço. Tendo como objetivo geral, avaliar o paciente logo na sua chegada ao Pronto Socorro humanizando o atendimento, descongestionar o Pronto Socorro, reduzir o tempo para o atendimento médico, fazendo com que o paciente seja visto precocemente de acordo com a sua gravidade, determinar a área de atendimento primário, devendo o paciente ser encaminhado diretamente às especialidades conforme protocolo informar os tempos de espera, retornar informações a familiares.
Hoje diante da realidade enfrentada nos serviços de urgência e emergência como a alta demanda diária de doentes com apresentação de diferentes problemas clínicos, se fez necessário a implantação de um sistema de classificação de risco para assegurar que estes doentes sejam atendidos por ordem de gravidade clinica e não por ordem de chegada.
Metodologia de classificação de risco
De forma geral, um método de classificação de risco pode tentar fornecer ao profissional um diagnostico, uma exclusão diagnostica ou uma prioridade clinica. A intenção da metodologia empregada é a rápida definição da prioridade clinica, que se fundamentada em três princípios.
1° Facilitar a gestão da clinica de cada paciente quanto a gestão de todo serviço.
2° Não classificar na tentativa de diagnosticar, pois o tempo de classificação não é suficiente para tal e nem é sua função.
3° À prioridade clinica reflete aspectos de uma apresentação/queixa particular do paciente.
A metodologia empregada pelo profissional deve ser sempre definir a queixa ou o motivo que o levou a procurar o serviço de urgência. A prioridade clinica requer a coleta de informações que permitam enquadrar o paciente em uma das cinco prioridades definidas sendo elas:
|
Número |
Nome |
Cor |
Tempo-resporta máximo (min.) |
|
1 |
Emergência |
Vermelho |
0 |
|
2 |
Muito urgente |
Laranja |
10 |
|
3 |
Urgente |
Amarelo |
60 |
|
4 |
Pouco urgente |
Verde |
120 |
|
5 |
Não urgente |
Azul |
240 |
É importante o profissional lembrar que o sistema de classificação de risco não foi feito para julgar se os pacientes devem estar num serviço de urgência, mas para assegurar que aqueles que precisam de cuidados de urgências e emergência os recebam de forma adequada e rápida.
O Hospital João XXIII foi o primeiro no país a adotar este sistema de classificação utilizando pulseiras coloridas. Veja na imagem abaixo:

Fonte: Fhemig, imagem retirado do site :http://www.jornalwebminas.com.br/
O Processo de Tomada de Decisão e a Classificação de Risco
A avaliação clinica sólida de um paciente requer tanto raciocínio como intuição e ambos devem estar baseados em conhecimentos e aptidões profissionais. Na tomada de decisão é necessário interpretar, discriminar e avaliar a situação. Para isso se faz necessário o desenvolvimento da capacidade profissional que evolui conforme a pratica e a aquisição de conhecimento. É importante também que se utilize de estratégias para a tomada de decisão sendo elas:
Raciocínio: o raciocínio indutivo é a capacidade de se avaliar todas as possibilidades. O raciocínio dedutivo proporciona uma conclusão particular a partir de uma hipótese geral. È a seleção rápida e imediata das informações coletadas e utilização das informações relevantes para a tomada de decisão.
Reconhecimento de padrões: o reconhecimento de padrões consiste em juntar as peças da informação disponível com o objetivo de analisá-las. Os profissionais interpretam os sinais e sintomas dos pacientes por comparação e associação com casos anteriores. Formulação repetitiva de hipóteses, representação mental e intuição.
Tomada de Decisão na Classificação de Risco
A tomada de decisão consiste simplesmente em uma série de passos para chegar a uma conclusão. Composta por cinco fases:
Identificação do problema: È feita pela obtenção das informações independente da fonte (paciente, cuidador, entre outros.). É percebeu identificar o fluxograma a ser utilizado.
Coleta e análise de informações relacionadas à solução: Se na fase anterior foi possível identificar o fluxograma esta fase torna-se mais fácil, já que os discriminadores podem ser procurados em cada novel de prioridade.
Avaliação de todas as alternativas e escolha de uma delas para implementação: O profissional de saúde coleta grande quantidade de dados sobre o paciente que esta em analise. Estas informações são reunidas e armazenadas na memória, que o ajudará na hora da classificação.
Implementação da alternativa selecionada: Só há cinco categorias possíveis de prioridade na classificação de risco a serem selecionadas. Agora o profissional define a categoria que melhor se adapta à urgência da condição apresentada pelo paciente.
Monitoramento da implementação e avaliação dos resultados: A classificação de risco é dinâmica e deve responder tanto às necessidades dos doentes quanto às do serviço de urgência. Sendo possível a reavaliação e posterior confirmação ou alteração da categoria.
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